Termoresistencia




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Termoresistencia PT100

As termoresistências são sensores de temperatura muito usados nos processos industriais e em laboratórios.

Por suas condições de alta estabilidade, repetibilidade, resistência a contaminação, pequeno drift em relação ao tempo, menor influência de ruídos e altíssima precisão de leitura a termoresistência é o sensor mais indicado no meio industrial para controle de temperatura.

Por estas características, a termoresistência é sensor de padrão internacional para medição de temperatura na faixa de -259,3465ºC a 961,78ºC, segundo a ITS-90.

Fucionamento da termoresistência

As termoresistências ou bulbos de resistência ou termômetros de resisstência ou RTD, são sensores que se baseiam no princípio da variação da resistência ôhmica em função da temperatura.

As termoresistências aumentam a resistência com o aumento da temperatura.

Seu elemento sensor consiste de uma resistência em forma de fio de platina de alta pureza, de níquel ou de cobre (menos usado) encapsulado num bulbo de cerâmica ou vidro.

Entre esses materiais, o mais utilizado para a fabricação da termoresistência é a platina pois apresenta uma ampla escala de temperatura, uma alta resistividade permitindo assim uma maior sensibilidade, um alto coeficiente de variação de resistência com a temperatura, uma boa linearidade resistência x temperatura e também ter rigidez e dutibilidade para ser transformada em fios finos, além de ser obtida em forma puríssima. Padronizou-se então a termoresistência de platina.

ALGUMAS VANTAGENS DA TERMORESISTÉNCIA EM RELAÇÃO AO TERMOPAR:

  • Dentro da sua faixa de utilização a termoresistência é muito mais precisa que o Termopar.
  • Com as devidas interligações aos equipamentos adequados, a termoresistência pode ser ligada a qualquer distância.
  • Para interligar a termoresistência ao instrumento são usados fios de cobre comum dispensando os cabos de compensação
  • As termoresistência são muito mais estáveis que os Termopares.
  • Estando corretamente protegidas com tubos de proteção e poços, as termoresistência adaptam-se em qualquer ambiente.
  • A termoresistência tem a curva de resistência ohmica/ temperatura mais linear que os Termopares.

PRINCIPIO DE MEDIÇÃO:

Recomendamos dois tipos de montagens para as Termoresistências: a dois fios, a três fios.

1 - Montagem a dois fios:

Esta montagem da termoresistência fornece uma ligação para cada terminal do bulbo sendo satisfatória em locais onde o comprimento do sensor ao instrumento indicador não ultrapasse 3,0m para fios de bitola 20 AWG.

Se o comprimento for maior que o recomendado, haverá um erro de leitura ocasionado pela soma da resistência gerada pelos cabos de interligação.

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2 - Montagem a três fios:

Este tipo de montagem da termoresistência é a mais utilizada industrialmente, pois se o sensor estiver conectado a um instrumento adequado para receber ligação a três fios, haverá uma compensação da resistência pelo terceiro fio que resultará em uma leitura íntegra.

Lembramos que a leitura do sensor a três fios se dará integralmente, se a ponte estiver balanceada e o instrumento indicador for o correto.

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